Azeite Saborizado Pimenta

História e benefícios da Pimenta Vermelha

As pimentas são os frutos das plantas do gênero Capsicum, pertencentes a família Solanaceae.

Atualmente existem em torno de 20 a 27 espécies catalogadas e são originárias das Américas do Sul e Central, das quais 5 domesticadas. Acredita-se que foram uma das primeiras plantas a serem domesticadas pelo homem, pois evidências encontradas em sítios arqueológicos em diversas regiões exibem vestígios de cultivo datando de 7500 A.C. aproximadamente. Supõe-se que o México e o Norte da América Central sejam os pontos de origem da espécie Capsicum annuumm e que a América do Sul seja a origem da espécie Capsicum frutescens. São teorias que até o momento não possuem provas concretas e decisivas para torná-las uma afirmação.

Cristóvão Colombo foi o primeiro europeu a encontrá-las, em sua primeira jornada ao novo mundo. Acreditando ter alcançado as Índias, nomeou os pequenos frutos vermelhos de “pimenta” devido a sua semelhança em sabor (não aparência) às Pimentas do Reino, mundialmente conhecidas na época e provenientes daquela região. Em 1493, Peter Martyr d’Anghiera escreveu que Colombo trouxe para casa “pimentas mais picantes do que aquelas originárias do Cáucaso”.

O cultivo das pimentas tornou-se mundialmente famoso de maneira muito rápida, sendo levadas pelos exploradores portugueses e espanhóis, em meados do século XVI, para África e Ásia. Não existem dados ou vestígios precisos de como a pimenta espalhou-se pela Ásia, a partir de sua introdução, mas sabe-se que rapidamente propagaram-se para as Filipinas, Índia, Coréia, China e Japão. Foram incorporadas à culinária dessas regiões quase instantaneamente.

Nos EUA as pimentas são cultivadas comercialmente desde 1600, aproximadamente, quando os colonizadores espanhóis iniciaram o cultivo utilizando irrigação proveniente do Rio Chama, localizado no norte do Novo México.

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Forte, ardida, picante. Quando você ouve falar de pimenta com certeza lembra de pelo menos alguma dessas características. Mas, não é só como um condimento que ela é reconhecida, também por ser extremamente importante para a saúde.

Esses benefícios não são nenhuma novidade. A Medicina Ayurvédica, originada na Índia há mais de 7 mil anos, já se utilizava da pimenta para tratar de doenças. Considerando que ela serviu de base para a medicina tradicional chinesa, árabe, romana e grega, podemos concluir que o uso da planta na prevenção e no tratamento de doenças não é exclusividade dos nossos dias.

Mas para aqueles que preferem a credibilidade positivista, estudos nacionais e internacionais vêm comprovando que a planta pode auxiliar no emagrecimento, aliviar dores de cabeça, agir contra o reumatismo, o colesterol alto, até o câncer e, sério, muitos outros benefícios.

A grande responsável pelos resultados positivos da ingestão da pimenta é a capsaicina, princípio ativo da planta. Segundo a renomada revista americana U.S.Pharmacist, ela afeta a produção e liberação da substância P no organismo, que é um princípio químico que tem como uma de suas funções a comunicação dos sinais elétricos da dor. Diminuindo a quantidade da substância P no sistema nervoso periférico, a capsaicina age como um analgésico no organismo. A substância P também parece estar envolvida com o desenvolvimento da artrite reumatoide, e, portanto, a capsaicina igualmente auxiliaria nessa doença.

Além disso, o princípio ativo da pimenta acelera o metabolismo do nosso organismo (facilitando a queima de gordura), auxilia na liberação de endorfina (o hormônio do prazer), impedem a formação de coágulos e aumentam o calibre dos vasos sanguíneos, diminuindo as chances de um ataque cardíaco ou AVC (acidente vascular cerebral) e no tratamento da rinite aguda. Ufa, não é pouca coisa – mas saiba que tem mais.

Além da capsaicina, a pimenta carrega uma quantidade considerável de vitamina A, C e E e de bioflavonoides, substâncias que têm propriedades antioxidantes e combatem a ação danosa dos radicais livres no organismo. Os radicais livres, por sua vez, estão relacionados com doenças degenerativas como, por exemplo, o Parkinson e o Alzheimer.

Pela presença de adrenalina e noradrenalina, quem consome a pimenta acaba ficando em estado de alerta, o que melhora o ânimo de pessoas deprimidas. Ao aumentar o fluxo sanguíneo periférico ela pode ajudar em casos de enxaqueca. Além disso, a capsaicina atua em dores de cabeça, mucosite oral, alergia cutânea e tumor de pele.

Por isso tudo a pimenta é considerada como um alimento funcional – aqueles que auxiliam na manutenção da saúde e diminuem o risco de doenças. Para citar alguns falemos de aveia, brócolis, cenoura, iogurte, peixe, semente de linhaça, soja e chá verde.

Como tudo na vida, é necessário que o consumo seja consciente. Se ingerimos pimenta em demasia provavelmente teremos efeitos que em nada se assemelharão a benefícios. Mas a ideia de que o condimento pode nos causar hemorroida ou não pode ser consumido por quem sofre de pressão alta é errônea de acordo com o livro Pimenta e Seus Benefícios à Saúde, do Dr. Marcio Bontempo. A hemorróida pode ser agravada pelo consumo em excesso da pimenta, mas nunca causada por ela, e a planta não é contraindicada, se consumida moderadamente, para quem sofre de pressão alta. Além disso, ingerir pimenta aumenta a salivação e a secreção gástrica, o que potencializa a produção de enzimas e suco gástrico e facilita a digestão. Portanto, uma lista dos possíveis benefícios da pimenta seria mais ou menos assim:

  • Alteração (positiva) do humor
  • Ação antiinflamatória
  • Ação analgésica
  • Auxílio no emagrecimento
  • Aumento da capacidade pulmonar
  • Controle do nível de glicose no sangue
  • Prevenção e tratamento de doenças como artrite, reumatismo, Alzheimer, Parkinson, derrames cerebrais, ataques cardíacos, câncer.

Alguns antropólogos defendem a tese de que o homem iniciou o consumo de pimenta devido a suas propriedades anti-bacterianas. Foi observado que a maioria das pessoas que consomem pimenta vivem na faixa equatoriana terrestre, onde os micróbios e bactérias reproduzem-se com muita facilidade causando uma série de doenças intestinais. Outros acreditam que o início do consumo ocorreu devido ao sabor e ardência dos frutos.

Atualmente a pimenta marca presença na culinária de diversos países. Provavelmente sua associação mais famosa é feita com a cozinha mexicana. Mas vários outros países e regiões possuem a pimenta como ingrediente essencial em vários pratos de sua culinária, como no caso da Índia, Coréia, Indonésia, Nepal, Tailândia, Turquia, etc. São utilizadas das mais diversas formas – cruas, cozidas, secas, em saladas, fritas, entre outras. Seu extrato é utilizado na preparação de molhos picantes.

No preparo do Azeite Senhora Pimenta saborizado com Pimentas Vermelhas elas são utilizadas in natura, mantendo todas as suas propriedades, aliando aroma, sabor, cor e muitos benefícios à sua saúde.

Informação
Conteúdo: azeite extra virgem (max.acidez 0,5% ) – 96,6%, Pimentas Vermelhas
Frescas (3,4%) e sal.

 

Tabela nutricional:

SENHORA PIMENTA tabela nutricional